
Eu evito de bancar a feminista. Acho que homens e mulheres, com as suas diferenças, acabam se equilibrando e nenhum é melhor que o outro, apenas distintos. Acho até que se completam, enfim, ambos são necessários e tem seus defeitos e qualidades.
Vejam bem, eu não estou tentando privilegiar um gênero ou outro, mas convenhamos: de rótulos para mulheres, nós estamos cheias( e nessa hora tomo a liberdade de falar por todas).
Se há problemas no trânsito "Só pode ser mulher", em cargos políticos a participação é quase nula, menores salários, menores oportunidades de emprego. Culpem a história, se quiserem. Ok,ok, as mulheres estão transformando esse cenário com o tempo e claro, mostrando a que vieram, mas eu já estou cansada de ouvir essas mesmas balelas à nosso respeito.
Mulheres do mundo, uni vos contra tanta babaquice!
As mulheres ganham mais poder, mais atitude, muita coisa mudou, mas não muda esse título irritante ( e mentiroso) de "sexo frágil".
Tudo bem, somos mais sensíveis, mais delicadas e até mais choronas, mas desde quando ser passional é sinal de fragilidade?
Tanta pose é muito fácil quando não se engravida, não se tem cólica, nem menstruação todo mês. Sem sutian, sem tpm, sem as cobranças que só se fazem às mulheres. Porque afinal, é a mulher que toma conta da família, que assume as responsabilidades da casa e dos filhos, que tem que segurar a onda emocional do cara e claro, estar sempre linda, pra fazer bonito diante esse padrão de perfeição que se criou.
Enquanto no oriente as mulheres são obrigadas a se vestir dos pés a cabeça, a regra no ocidente é se despir. E não há quem(com cérebro) possa com uma mulher melancia e as frutas e cia. E além disso tudo, tem que provar que é capaz sempre duas vezes mais, aturar cantada de pedreiro e ser muito mais censurada.
um homem de 40 "está pronto, charmoso" e a mulher..."acabada".
Fui uma menina sempre bem enturmada, nunca deixei de ter amigos homens. Aliás, os tenho em grande conta. Até mais que as minhas amigas mulheres e conversando com um grupo de amigos, percebi uma onda de indignação. Uma série de críticas aos nossos "maus tratos". E que de tanto levar foras, estavam ficando traumatizados. Justificaram, inclusive, todos os seus erros como traição e as atitudes machistas, nos tais traumas que supostamente, nós causamos.
É como se a história estivesse se repintindo... Aquela coisa da mulher que é bruxa só porque seduz. Só que sem a fogueira, pelo menos literalmente. Temos que fazer o que não queremos, ficar com quem não sentimos vontade, só pras eles não ficarem cheios de traumas.
Haja paciência!
Imagina se a gente fosse ficar traumatizada por cada não que recebemos? Por cada comentário preconceituoso e machista? Por cada rótulo como "piranha" pra uma mulher que só ter os mesmos direitos que os homens?
Não é nenhum ode, nem pra deixar as mulheres em um pedestal, porque sabemos ser muito ferinas e maliciosas, finalizando nos pequenos detalhes, matando no canto da unha(vermelha) e chutando com a ponta do scarpin.
Tem um texto da Marta Mederos que eu adoro, em que ela diz que toda mulher é meio doida e meio santa. E como não ser?
Sabemos ser más, sabemos ser boas, sabemos ser doidas e sabemos, inclusive, ser santas. No fim das contas, sabemos ser um pouco de tudo e só assim pra equilibrar tudo que nos é exigido.
Enfatizo, nós precisamos de vocês, meninos. Eu não sou do tipo que perde tempo queimando sutian e negando a necessidade dos homens.
É apenas uma forma de mostrar o lado de cá, uma pequena observação e reivindicação diante de muita coisa que eu ando aturando calada.
Se vocês querem fazer pose de machões, tudo bem. Mas sexo frágil... É mais do que eu posso aguentar.